Fraudes com cartão: Quem se responsabiliza?

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Seguindo o aumento no uso dos cartões de crédito no Brasil, as fraudes continuam acontecendo e sendo reinventadas pelos estelionatários. E aí, quem se responsabiliza pelos prejuízos e o que pode ser feito para prevenir uma fraude?

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Antes de responder essas perguntas, vale lembrar que muitas vezes as fraudes acontecem por descuido, tanto por parte do usuário do cartão, como pelo lojista. Um cartão pode ser clonado, roubado, perdido, falsificado, emprestado a amigos ou parentes etc.

Essas situações que não são incomuns em nossa realidade, muitas vezes podem ser evitadas, como, por exemplo, acompanhar o extrato online do seu cartão com frequência.

Após ter o cartão roubado ou perdido, entre em contato com a emissora do seu cartão o mais rápido possível e solicite o bloqueio, não informe os dados do cartão para desconhecidos e evite emprestar para amigos ou parentes, pois não se sabe ao certo se essas pessoas terão o devido cuidado ao utilizar.

Agora que já ficou mais claro situações que podem aumentar a incidência de fraudes, vamos responder as 2 principais perguntas sobre o tema. Veja abaixo:

1.Quem se responsabiliza pelo prejuízo em caso de fraude? Para pessoa física, quem deve se responsabilizar é a instituição financeira ou a administradora do cartão. O Código de Defesa do Consumidor garante indenização ao consumidor lesado por uma transação feita com cartão clonado, por exemplo.

Já nas empresas que vendem com cartão, é necessário comprovar junto à operadora a entrega do produto ou serviço, a fim de reverter um possível chargeback. Mas quando a fraude acontece por descuido da empresa como, troca da maquineta original por outra fraudulenta, quem arcará com o prejuízo é a própria empresa.

2.Como prevenir contra fraudes? Nas empresas com vendas presenciais que aceitam cartões, é necessário muita atenção e cuidado. É importante pedir um documento de identidade ao comprador e confirmar se as informações batem na hora da venda. Prática que normalmente não vemos no comércio.

Já no e-commerce, é necessário um sistema antifraude e a conferência frequente do fluxo de vendas com cartão na empresa. O primeiro para prevenção e o segundo para monitoramento.

Em 2016 foram identificadas 15 tentativas de fraudes por segundo no Brasil, pouco mais da metade na Região Sudeste. O principal golpe é a emissão de cartões de crédito.

 

Manoel Carvalho Jr

Formado em Administração de empresas, pós-graduado em gestão financeira e controladoria, especialista em custos industriais e auditor interno da qualidade ISO 9001:2008. Palestrante e diretor da empresa For Business, com 10 anos atuação em consultoria.